(...)Um dia quando estava descendo do morro, por volta das sete da noite...
- Pretinha! – disse Dica me pegando pelo braço. – Vamos lá pra cima. Não vai embora agora não.
- Não posso! – respondi.
- Por que não? – perguntou.
- Meu tio daqui a pouco passa lá. Se não estiver, fica chateado comigo. Amanhã nos vemos de novo, pode ser? – respondi.
- Aí, amanhã leva seus bagulhos lá pra cima. Você não vai mais morar lá embaixo não! – disse largando meu braço e se afastando.
- Vamos ver! Vou pensar – respondi.
- Pensar o cacete! Vou estar te esperando – gritou de longe.
Todo dia e quase toda hora a gente transava. Bastavam seus comparsas não estarem nos olhando e lá estava ele trepado em cima de mim. Eu adorava. Não sentia mais dores e já estava acostumada com aquela situação. Morar com ele era só o que faltava, mesmo assim ainda demorei alguns dias para tomar uma decisão daquelas.
(...)
Enquanto isso, as Pessoas NAO se Assumem!
Há 14 anos

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