sexta-feira, 20 de junho de 2008

PARTE X - Trângulo Perigoso

(...)Chorando, nem tanto pelo perigo que poderia passar, mas pelo tratamento que estava tendo, me apressei em sair do lugar. Desci a ladeira correndo, enquanto em algumas partes do morro já se podia ouvir os tiros. E não eram poucos. Aquela era a quarta ou quinta vez que ele me mandava descer, naquelas circunstâncias. Já estava cansada de tantos riscos, apesar de em certos momentos, gostar.
- Blenda! Blenda! – gritava desesperadamente.
- Blenda não está. O que quer com ela? – perguntou sua mãe.
- Dona Clotilde posso entrar, por favor? – respondi apavorada.
Abri o portão de madeira de caixotes e entrei o mais rápido que pude. Dona Clotilde, vendo meu desespero, tratou de me oferecer um copo com água que aceitei prontamente. Contei para ela o que estava acontecendo e, com a experiência que tinha, de tanto tempo de favela, procurou me acalmar, sem se importar com os tiros que se ouvia em todas as partes do morro. Parecia uma guerra.
- Posso ficar por aqui, até essa situação terminar? – perguntei chorando muito.
- Não tem onde você ficar, filha. O namorado da Blenda está aqui, dormindo no mesmo quarto dela. – respondeu.
- Que ótimo! – exclamei, deixando-a de olhos esbugalhados.
- Que disse, menina? – perguntou sem entender o motivo de tanta alegria.
- É que estava preocupada com sua situação. Não tinha notícias dele, faz tempo, e fiquei satisfeita(...).

quinta-feira, 19 de junho de 2008

PARTE IX - Mulher de Bandido

Eu tinha completado nove anos e, apesar da pouca idade, já sofrera muito. Tio Zé pouco ligava pra mim, apesar de não me faltar comida. Mas, não tinha quem ficasse comigo. Às vezes Blenda ia lá para casa e dormia comigo, mas não era todo dia. Vez em quando, levava seu namorado e era uma bagunça só. Ela tinha feito doze anos, mas seu corpo era bem menos que o meu. Binho, seu namorado, que já tinha se acostumado a dormir com ela na minha cama, vez em quando transava comigo também e ela adorava e até inventava coisas para nos três fazermos(...).

terça-feira, 17 de junho de 2008

PARTE VIII - Atrapalhada Adoção(partes)

(...)Um dia quando estava descendo do morro, por volta das sete da noite...
- Pretinha! – disse Dica me pegando pelo braço. – Vamos lá pra cima. Não vai embora agora não.
- Não posso! – respondi.
- Por que não? – perguntou.
- Meu tio daqui a pouco passa lá. Se não estiver, fica chateado comigo. Amanhã nos vemos de novo, pode ser? – respondi.
- Aí, amanhã leva seus bagulhos lá pra cima. Você não vai mais morar lá embaixo não! – disse largando meu braço e se afastando.
- Vamos ver! Vou pensar – respondi.
- Pensar o cacete! Vou estar te esperando – gritou de longe.
Todo dia e quase toda hora a gente transava. Bastavam seus comparsas não estarem nos olhando e lá estava ele trepado em cima de mim. Eu adorava. Não sentia mais dores e já estava acostumada com aquela situação. Morar com ele era só o que faltava, mesmo assim ainda demorei alguns dias para tomar uma decisão daquelas.
(...)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

PARTE VIII - Atrapalhada Adoção(partes)

(...)Fomos até onde estava o tal cara. Até que parecia ser legal, mais era um canalha. Assim que cheguei, ele e mais dois moleques me esperavam. Segundo Blenda, só estava ele, quando ela veio me chamar. Como era muito assanhada, talvez até soubesse do que se tratava. O local era muito escuro e assim que cheguei Léco me pegou pelo braço e saiu me arrastando para o tal cantinho. Com uma das mãos tampou minha boca, enquanto os dois outros garotos me agarravam e tiravam minhas roupas. Tentei desesperadamente gritar, mais de nada adiantava e foi assim que senti todos aqueles membros me penetrando um a um, enquanto me esvaia em sangue. Blenda, àquelas alturas, não tinha nem idéia do que eu passava, já que estava totalmente entregue aos afagos do seu namoradinho. Assim, por mais de uma hora, fizeram tudo o que quiseram de mim. Desmaiei e me largaram ali mesmo, fugindo em seguida. Para minha amiga, eu tinha entrado na do carinha e por isso minha demora nem estava sendo notada. Duas horas mais tarde, chorando desesperadamente, me aproximei dela e do seu namoradinho.
- Que foi, pretinha! Que aconteceu? – disse ela extasiada com minha situação.
- Você sabia! Eles me estupraram! – disse aos prantos.
- Eles quem? Só havia Léco, Pretinha! – dizia Blenda.
- Não! Tinha mais dois colegas dele e os três transaram comigo. Eu era virgem e agora? – chorando sem saber qual providência tomar, fiquei por ali com receio de ir para casa e assustar minha avó.
Enquanto Blenda, sem saber o que fazer tentava me confortar, seu namorado desaparecia pelos becos afora. Sabia que iria sobrar para ele. Fui para casa e não comentei o fato com a minha avó. Lavei minhas roupas que estavam cheias de sangue e, cheia de dores, tentava dormir. Vovó, ouvindo meus gemidos, levantou-se e foi até o meu quarto.
- Algum problema, Pretinha? – indagou.
Sem conseguir esconder as dores que sentia, desabafei e contei tudo o que ocorrera.
- Não te falei minha filha! Esse lugar é muito perigoso e você só vive na rua! Sabia que podia acontecer isso. Vamos ao posto médico. Troca de roupa - ordenou.
Já era tarde. Duas da madruga precisamente, quando ela tomou essa decisão, depois de ver que minhas dores só aumentavam. Ainda pensou em falar com tio Zé, mas voltou atrás e decidiu me levar sozinha. Dei alguns passos fora da casa e cai. Estava muito traumatizada e o osso da minha perna próximo da vagina doía muito.
- Vó! Não estou conseguindo andar – disse chorando.
- Minha filha! Meu Deus! Que é que você foi fazer? – lamentou-se ela.
- Vamos deixar para amanha, vó? – perguntei.
- Não, minha filha. Espere um pouco que vou buscar ajuda – e deixando-me deitada, saiu sozinha.
Eu não tinha idéia das conseqüências daquela situação. Não demorou muito, vovó chegou acompanhada por duas pessoas, sendo um homem bastante velho e um rapaz, logo reconhecido por mim. Eles não sabiam do que se tratava e sim que precisava de ajuda médica.
(...)

domingo, 15 de junho de 2008

PARTE VIII - Atrapalhada Adoção(partes)

(...)De repente, ele me pegou tirou seu membro e queria que eu segurasse e fizesse as coisas da maneira que imaginava. Neguei-me e ele tentou mais umas vezes e, como nunca tinha feito sexo antes, apesar de já ter sido quase violentada, sai correndo e fui para perto da Blenda e seu colega.
- Aí, a garotinha é cheia de frescura. Me deixou na mão, parceiro! Está dizendo que é virgem! – comentou.
- E garota, qual é! O parceiro é gente boa! – disse o amigo.
- Pega leve! A garota só tem só tem oito anos - disse Blenda.
- E daí, vai dizer que ela nunca deu pra ninguém? – indagou o rapaz.
- Nunca mesmo! E não vai ser você quem vai fazer isso – disse revoltada.
(...)