(...)Fomos até onde estava o tal cara. Até que parecia ser legal, mais era um canalha. Assim que cheguei, ele e mais dois moleques me esperavam. Segundo Blenda, só estava ele, quando ela veio me chamar. Como era muito assanhada, talvez até soubesse do que se tratava. O local era muito escuro e assim que cheguei Léco me pegou pelo braço e saiu me arrastando para o tal cantinho. Com uma das mãos tampou minha boca, enquanto os dois outros garotos me agarravam e tiravam minhas roupas. Tentei desesperadamente gritar, mais de nada adiantava e foi assim que senti todos aqueles membros me penetrando um a um, enquanto me esvaia em sangue. Blenda, àquelas alturas, não tinha nem idéia do que eu passava, já que estava totalmente entregue aos afagos do seu namoradinho. Assim, por mais de uma hora, fizeram tudo o que quiseram de mim. Desmaiei e me largaram ali mesmo, fugindo em seguida. Para minha amiga, eu tinha entrado na do carinha e por isso minha demora nem estava sendo notada. Duas horas mais tarde, chorando desesperadamente, me aproximei dela e do seu namoradinho.
- Que foi, pretinha! Que aconteceu? – disse ela extasiada com minha situação.
- Você sabia! Eles me estupraram! – disse aos prantos.
- Eles quem? Só havia Léco, Pretinha! – dizia Blenda.
- Não! Tinha mais dois colegas dele e os três transaram comigo. Eu era virgem e agora? – chorando sem saber qual providência tomar, fiquei por ali com receio de ir para casa e assustar minha avó.
Enquanto Blenda, sem saber o que fazer tentava me confortar, seu namorado desaparecia pelos becos afora. Sabia que iria sobrar para ele. Fui para casa e não comentei o fato com a minha avó. Lavei minhas roupas que estavam cheias de sangue e, cheia de dores, tentava dormir. Vovó, ouvindo meus gemidos, levantou-se e foi até o meu quarto.
- Algum problema, Pretinha? – indagou.
Sem conseguir esconder as dores que sentia, desabafei e contei tudo o que ocorrera.
- Não te falei minha filha! Esse lugar é muito perigoso e você só vive na rua! Sabia que podia acontecer isso. Vamos ao posto médico. Troca de roupa - ordenou.
Já era tarde. Duas da madruga precisamente, quando ela tomou essa decisão, depois de ver que minhas dores só aumentavam. Ainda pensou em falar com tio Zé, mas voltou atrás e decidiu me levar sozinha. Dei alguns passos fora da casa e cai. Estava muito traumatizada e o osso da minha perna próximo da vagina doía muito.
- Vó! Não estou conseguindo andar – disse chorando.
- Minha filha! Meu Deus! Que é que você foi fazer? – lamentou-se ela.
- Vamos deixar para amanha, vó? – perguntei.
- Não, minha filha. Espere um pouco que vou buscar ajuda – e deixando-me deitada, saiu sozinha.
Eu não tinha idéia das conseqüências daquela situação. Não demorou muito, vovó chegou acompanhada por duas pessoas, sendo um homem bastante velho e um rapaz, logo reconhecido por mim. Eles não sabiam do que se tratava e sim que precisava de ajuda médica.
(...)