domingo, 22 de junho de 2008

PARTE XI - Relembrando o Passado

(...)
- Não queria mais ir lá pra cima. Estou me sentindo mal e só estou por lá por não ter onde ficar sabia? – indaguei.
- Se quiser, dou um jeito de você ficar lá em casa. O problema é o Dica, sei que não iria concordar e mexer com esses caras, é foda! – explicou.
- Sei disso. Mas, adoro ficar na sua casa. Binho vai sair fora e poderíamos dormir juntas, não é mesmo? – disse toda animada.
- Era tudo que queria mor. Vamos ver o que podemos fazer. De repente, com esse lance dos caras invadirem lá, eles saiam fora e aí, é a hora. Só se os caras... – ia continuar, quando a interrompi.
- Mas, mesmo assim, o Dica vai querer que vá com ele... Porra! Não gosto muito dele. O cara me maltrata e só vive drogado... – tentei explicar.
- Drogado! Legal! Esse é dos meus! – brincou.
- Falo sério, Blenda. O negócio por lá é muito perigoso. Sabia que tem um carinha deles que fica me paquerando o tempo todo? É só Dica virar as costas que o cara fica me sacando. Já me pegou nua duas vezes e umas tantas outras, o peguei me olhando e fazendo sinais de sacanagem. Já pensou se o cara o pega? De repente pode até achar que estou dando mole e aí, pode até se virar contra mim – expliquei.
- Vai dizer que você não gosta? É só ter cuidado boba – disse.
- Eu sempre os vejo nus, mas finjo que não. Mas que dá um tesão tremendo, isso dá! – comentei.
- E eu não sei disso, minha filha! Queria eu estar no seu lugar, ia foder com todos eles ao mesmo tempo! – sorriu.
- Você é louca! Tem um lá que você não ia agüentar mesmo! – disse para ela.
- Por que, fede muito? – sorriu.
- Não. Tem um pau do tamanho e grossura de uma mangueira! – exclamei.
- Então é mole! – disse.
- Mole? A mangueira que me refiro minha querida é uma árvore que tem lá no orfanato, grande e grossa. Você não ia agüentar mesmo!
- Você que pensa! – sorriu.
Esse papo ia nos excitando cada vez mais e a chuva nada de parar.
(...)

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