Durante o período que antecedia às eleições que elegeria os governadores e outras categorias de políticos
em nosso Estado, no ano de 2006, diversas pessoas de ambos os sexos, entre brancos, negros, adolescentes e adultos costumavam distribuir e exibir galhardetes de eleitores de todos os partidos, numa das esquinas da Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no bairro Vinte e Cinco de Agosto, na cidade de Duque de Caxias, Estado do Rio de Janeiro. Uma delas, hoje com vinte e sete anos de idade, não só despertou
minha atenção
pela beleza da sua pele negra, dos lindos cabelos lisos, sorriso e outros predicados, mas ainda pela maneira alegre como conduzia seu trabalho. Aproximei-me e logo nos tornamos amigos. Foi dessa forma, que após me apresentar diversas outras colegas, que moravam na mesma comunidade e com problemas semelhantes, conheci a triste história que relato neste livro e que me deixou chocado. Pena que os políticos que elas ajudaram a eleger ou reeleger, não se preocupem com os problemas internos nelas existentes(comunidades). Crianças como ela, casada aos nove anos, outras se prostituindo por um real em casas de shows e programas existentes nesses locais e que poderiam ser combatidas com um serviço de Assistência Social efetivo dentro das comunidades.
As autoridades estão preocupadas com armas e drogas e deveriam incluir, também, esse item importante e que vem crescendo absurdamente. O número de crianças que se prostituem e engravidam, dentro dessas comunidades, ultrapassa a barreira do social e chega a ser um caso de polícia. Por outro lado, aqueles políticos que muitas das vezes ajudam para o surgimento desordenado dessas comunidades, doando terras griladas e incentivando invasões com a finalidade de angariar cada vez mais votos, deveriam atentar, também, para esse lado tão triste, notório e relegado à segundos planos.
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