(...)Enquanto eu tentava dormir, não muito distante dali, Preto e sua turma aprontavam.
- Alguém viu Pretinha por aí? – perguntou aos colegas.
- Vi sim, lá no calçadão do Mercado das Flores – disse Tristonho.
Tristonho era um moleque de 14 anos, magro, claro, cabelos loiros encaracolados e dos mais perigosos da turma, apesar de ter uma cara de quem sofrera muito e também de bonzinho. Segundo soube meses mais tarde, quando o mataram, já havia assassinado dois colegas de turma e estuprado uma garota em plena luz do dia e na presença de toda a galera sem que ninguém fizesse nada, tamanha era a sua fama entre eles.
- Também vi – disse Farinha.
- Pô! Todo mundo viu a Pretinha e ninguém me diz nada! – esbravejou Preto.
- Ih! Ninguém tem que te falar nada, não! Você que é a fim da guria que corra atrás, malandro! – repreendeu Tristonho.
- Tô a fim de ninguém, não, cara! A Pretinha é irmã de criação e por isso me preocupo com ela. Desde que fugiu de lá, só ficamos juntos uns dois ou três dias, depois ela deu a linha na pipa e sumiu. Fica na tua e cuida da tua vida, falou? – respondeu Preto(...).
Enquanto isso, as Pessoas NAO se Assumem!
Há 14 anos

2 comentários:
Pronto Edmond, recoloquei os slides.
Cuidado a partir daqui, pq é complicado reativá-lo.
Quaisquer duvidas, escreva para o meu email
Obrigado mais uma vez. Te enviei um email agradecendo. Prometo que serei mais cuidadoso. Tudo bem com o neném? Te cuida tá? Um beijo. Que Deus Te faça muito feliz.
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